segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Sistema Nervoso

Sistema Nervoso

O Sistema Nervoso está dividido em duas partes fundamentais: sistema nervoso central esistema nervoso periférico

Sistema Nervoso Central

sistema nervoso central é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal, ambos envolvidos e protegidos por três membranas denominadas meninges.

Encéfalo

encéfalo, que pesa aproximadamente 1,5 quilo, está localizado na caixa craniana e apresentatrês órgãos principais: o cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico;

Cérebro

É o órgão mais importante do sistema nervoso. Considerado o órgão mais volumoso, pois ocupa a maior parte do encéfalo, o cérebro está dividido em duas partes simétricas: o hemisfério direito e o hemisfério esquerdo.
Assim, a camada mais externa do cérebro e cheia de reentrâncias, chama-se córtex cerebral, o responsável pelo pensamento, visão, audição, tato, paladar, fala, escrita, etc.
Ademais, é sede dos atos conscientes e inconscientes, da memória, do raciocínio, da inteligência e da imaginação, e controla ainda, os movimentos voluntários do corpo.

Cerebelo

Está situado na parte posterior e abaixo do cérebro, o cerebelo coordena os movimentos precisos do corpo, além de manter o equilíbrio. Além disso, regula o tônus muscular, ou seja, regula o grau de contração dos músculos em repouso.

Tronco Encefálico

Localizado na parte inferior do encéfalo, o tronco encefálico conduz os impulsos nervosos do cérebro para a medula espinhal e vice-versa.
Além disso, produz os estímulos nervosos que controlam as atividades vitais como osmovimentos respiratórios, os batimentos cardíacos e os reflexos, como a tosse, o espirro e a deglutição.

Medula Espinhal

medula espinhal é um cordão de tecido nervoso situado dentro da coluna vertebral. Na parte superior está conectada ao tronco encefálico. Sua função é conduzir os impulsos nervosos do restante do corpo para o cérebro e coordenar os atos involuntários (reflexos).

Sistema Nervoso Periférico

sistema nervoso periférico é formado por nervos que se originam no encéfalo e na medula espinhal. Sua função é conectar o sistema nervoso central ao resto do corpo. Importante destacar que existem dois tipos de nervos: os cranianos e os raquidianos.
  • Nervos Cranianos: distribuem-se em 12 pares que saem do encéfalo, e sua função é transmitir mensagens sensoriais ou motoras, especialmente para as áreas da cabeça e do pescoço.
  • Nervos Raquidianos: são 31 pares de nervos que saem da medula espinhal. São formados de neurônios sensoriais, que recebem estímulos do ambiente; e neurônios motores que levam impulsos do sistema nervoso central para os músculos ou para as glândulas.
De acordo com a sua atuação, o sistema nervoso periférico pode ser dividido emsistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo.
  • Sistema Nervoso Somático: regula as ações voluntárias, ou seja, que estão sob o controle da nossa vontade bem como regula a musculatura esquelética de todo o corpo.
  • Sistema Nervoso Autônomo: atua de modo integrado com o sistema nervoso central e apresenta duas subdivisões: o sistema nervoso simpático, que estimula o funcionamento dos órgãos, e o sistema nervoso parassimpático que inibe o seu funcionamento.
De maneira geral, esses dois sistemas têm funções contrárias.Enquanto o sistema nervoso simpático dilata a pupila e aumenta a frequência cardíaca, o parassimpático, por sua vez, contrai a pupila e diminui os batimentos cardíacos.
Enfim, a função do sistema nervoso autônomo é regular as funções orgânicas, para que as condições internas do organismo se mantenham constantes.
Fonte: Toda Materia

Por que as flores têm perfume?

Por que as flores têm perfume?


Como todo ser vivo, ao longo de sua evolução as plantas desenvolveram características que facilitam sua sobrevivência. A cor e o perfume das flores são um bom exemplo disso.
“O perfume age como chamariz para agentes polinizadores como mariposas, moscas e outros insetos. Atraídos pelo odor, que insinua a possibilidade de encontrar alimento, eles acabam pousando na flor, que é nada menos que o órgão reprodutor das plantas chamadas angiospermas”, explica a botânica Nanuza Menezes, da Universidade de São Paulo.
Ao pousar em diversas flores, esses insetos carregam o pólen de uma para outra, fecundando-as. Os perfumes, por sua vez, são produzidos por tecidos glandulares chamados osmóforos, localizados nas pétalas da flor ou em sua sépala (parte do cálice exterior). Essas glândulas soltam mínimas quantidades de óleos voláteis – isto é, que evaporam com facilidade -, que são os responsáveis pelo odor exalado.
Há também flores que, em vez de perfume, produzem odores fétidos – como o de carne podre – para atrair moscas, quando são elas que cumprem o papel de polinizador.
Por Redação Mundo Estranho
Veja ainda:

Quais são as flores mais raras do mundo?

Conheça algumas orquídeas, petúnias e outras espécies incrivelmente raras – e nem sempre bonitas…

1. Bico de Papagaio
ESPÉCIE Lotus berthelotii
ONDE Ilhas Canárias
Apesar de conhecida no Brasil, é extremamente rara na natureza. Ela teria sido originalmente polinizada por pássaros já extintos das Ilhas Canárias, o que ajuda a explicar sua escassez
2. Petúnia Vermelha
ESPÉCIEPetunia exserta
ONDE Brasil
Descoberta apenas em 2007, ela é o único tipo de petúnia polinizado por beija-flores. Sua propagação é muito difícil, porque a espécie se reproduz mais facilmente com outras variações de petúnias do que com ela própria
3. Kokio
ESPÉCIEKokai cookei
ONDE EUA
Em 1978, a única sobrevivente da espécie foi destruída em um incêndio. Felizmente, um ramo foi salvo e enxertado em 23 árvores, que estão hoje espalhadas pelo Havaí
4. Sapatinhos de Senhora
ESPÉCIE Cypripedium calceolus
ONDE Europa e leste asiático
Existem muitos tipos dessa orquídea, mas a maioria está em extinção devido à contínua redução do seu habitat. Uma muda pode chegar a custar até cerca de US$ 5 mil nos EUA!
5. Vine Jade
ESPÉCIE Strongylodon macrobotrys
ONDE Filipinas
Como resultado da destruição do seu habitat e, consequentemente, dos seus polinizadores naturais, a espécie hoje é extremamente difícil de propagar e está em extinção
6. Orquídea Fantasma
ESPÉCIEEpipogium aphyllum
ONDE Inglaterra
Pode viver no subsolo por anos sem dar sinais de vida e florescer inesperadamente. A espécie não faz fotossíntese nem fabrica seu próprio alimento, precisando da ajuda de um fungo específico em contato com sua raiz para fornecer nutrientes
7. Franklin Tree
ESPÉCIE Franklinia alatamaha
ONDE EUA
Foi completamente extinta do seu habitat desde o início do século 19. Atualmente, é cultivada apenas por horticultores e criações comerciais
8. Chocolate Cosmos
ESPÉCIE Cosmos atrosanguineus
ONDE México
A espécie está extinta na natureza há mais de 100 anos. Em 1902, um clone foi reproduzido por propagação vegetativa e ela foi novamente introduzida ao cultivo
9. Gibraltar Campion
ESPÉCIE Tomentosa silene
ONDE Gibraltar
Até 1992, todos os vestígios da flor tinham desaparecido, até que, dois anos depois, um único exemplar foi descoberto na reserva natural de Gibraltar. Desde então, essa espécie, que só cresce em afloramentos rochosos, está sendo reintegrada ao meio ambiente
10. Middlemist Vermelha
ESPÉCIE Middlemist camelia
ONDE China
Foi trazida à Grã-Bretanha em 1804 e, desde então, totalmente dizimada no país de origem. No território britânico, permaneceu estéril durante anos e só começou a florescer recentemente
11. Flor-cadáver
ESPÉCIE Amorphophallus titanium
ONDE Sumatra
Famosa por ser a flor mais fedida (e alta) do mundo, ela é natural das florestas tropicais de baixa altitude da Indonésia. A planta, que na verdade é uma inflorescência (um talo com muitas flores), normalmente precisa de pelo menos sete anos para florescer, podendo demorar ainda mais tempo
12. Flor-Monstro
ESPÉCIE Rafflesia arnoldii
ONDE Indonésia
Não tem caule, folhas ou raízes, nem realiza fotossíntese. A sobrevivência da espécie depende de uma videira específica chamada tetrastigma, que oferece nutrientes e suporte.
Por Bruna Estevanin
FONTES BBCThe GuardianFine GardeningInternational Plant Protection Convention,International Union for the Protection of New Varieties of Plantse NATIONAL GEOGRAPHIC

domingo, 23 de outubro de 2016

5 espécies recém-descobertas que surpreenderam a ciência

Cinco espécies surpreendentes selecionadas pelo Instituto Internacional da Exploração das Espécies


ESCONDIDINHO DE PÓLEN
Espécies: Embora tenha 6 m de altura e copa com 10 m de diâmetro, a árvore Sirdavidia solannonademorou para ser identificada. Ela quase não se destacava nas densas florestas do Gabão. As abelhas, porém, já a conhecem muito bem e têm até uma técnica especial para extrair o pólen de suas flores.

NOVO VELHO HOMEM
O mais novo indivíduo do gênero Homo, o naledi, está cercado de mistérios. Do jeito que os ossos foram encontrados, fica difícil datar a época em que ele viveu e, consequentemente, qual foi seu papel no processo evolutivo. Por enquanto, só sabemos que ele viveu na África.

A PLANTA DA SELFIE
Drosera magnifica foi encontrada em Minas Gerais, por causa do Facebook. Pesquisadores notaram a planta desconhecida na foto de um usuário que registrou sua caminhada pelas montanhas próximas de Governador Valadares. Foram averiguar e descobriram que ela é uma planta carnívora!

UMA ENTRE TANTAS
Mesmo com 1,8 m de comprimento, a tartaruga Chelonoidis donfaustoi, na Ilha de Santa Cruz, em Galápagos, quase passou despercebida. Pesquisadores a confundiam com outra espécie, a Chelonoidis porteri. Quando a descobriram, batizaram-na em homenagem a Don Fausto, um guarda florestal que trabalhou por 43 anos na ilha.

OLHA QUE COISA MAIS BONITINHA!
O novo candidato a peixe mais feio do mundo, Lasiognathus dinema, possui uma protuberância na testa com uma extremidade bioluminescente para atrair suas presas. Além disso, sua mandíbula se inflama, enrolando seus lábios e projetando os dentes na água. A belezura foi encontrada no Golfo do México.
Por Felipe Sali
FONTES Instituto Internacional para a Exploração de Espécies e Museu Nacional de Ciências Naturais de Madri (MNCN)
Próximo estaremos publicando cada partes das cinco descobertas relacionadas acima, como parte de conhecer a história contada pelos estudos feitos. Assim estaremos contribuindo para o mundo do conhecimento sobre as estranhas espécies que habitam o planeta.

E se a Terra tivesse anéis como Saturno?

Se nosso planeta fosse rodeado por auréolas como as de Saturno, a aparência do céu seria bem diferente…


Nossa visão do céu seria bem diferente. A exemplo de Saturno, os anéis estariam entre 7 mil e 80 mil km acima da superfície, posicionados acima da Linha do Equador. As pessoas próximas a essa linha veriam os anéis como uma faixa estreita no céu. Quem estivesse em latitudes mais elevadas, porém, conseguiria observar melhor. Na Groenlândia, por exemplo, seria possível ver nitidamente o anel

PEDRA E GELO

A composição dos anéis de Saturno é 99,9% de água congelada. Portanto, se na Terra fosse igual, não haveria risco de queda de detritos, pois qualquer fragmento que entrasse na atmosfera evaporaria por fricção. E se os anéis fossem de formações rochosas? O risco de quedas ainda seria baixo, segundo Gustavo Porto de Mello, astrônomo da UFRJ

OLHA A CABEÇA!

O anel não iria interferir com os ônibus espaciais, que chegam a apenas 600 km da superfície, e nem com a Estação Espacial Internacional, que orbita a Terra a 420 km acima do nível do mar. No entanto, os satélites geoestacionários, que ficam 36 mil km acima da superfície, não poderiam orbitar a linha do Equador, necessitando de outro posicionamento

ERA DE SOMBRAS

Os anéis são muito finos (menos de 1 km de espessura), mas poderiam provocar sombra nas regiões mais distantes do Equador. Não dá para estimar exatamente quanta luz o planeta deixaria de receber, mas as consequências poderiam ser catastróficas. A diminuição poderia causar mudanças em correntes marítimas, alterações no clima e problemas no cultivo de lavouras, gerando fome.


Por Lucas Baptista

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Veja o que a PEC do teto significa para o Brasil

O que a PEC do teto significa para o Brasil
A proposta de emenda à Constituição que impõe um teto aos gastos públicos (PEC 241) passou por sua primeira votação na Câmara dos Deputados na segunda-feira (10).
O texto-base foi aprovado em primeiro turno de votação, mas para começar a valer precisará ser aprovada em segundo turno e depois ser submetida ao Senado. O objetivo da proposta, segundo governo, é o reequilíbrio das contas públicas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nesta terça-feira (11) que a previsão para a votação em segundo turno da PEC do Teto dos Gastos Públicos é 24 ou 25 de outubro.
Entenda a proposta:
O que propõe a PEC 241?
A PEC do teto de gastos, proposta pelo governo federal, tem o objetivo de limitar o crescimento das despesas do governo. Considerado pelo governo Michel Temer como o primeiro passo para superar a crise econômica e financeira do país, a medida fixa para os três Poderes, Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União um limite anual de despesas.
Por que o governo quer limitar os gastos?
A equipe econômica para tentar reequilibrar as contas públicas nos próximos anos e impedir que a dívida do setor público, que atingiu 70% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, aumente ainda mais.
Para quem vale a limitação do teto dos gastos públicos?
A regra vale tanto para gastos do Executivo quanto para despesas do Senado, Câmara, Tribunal de Contas da União, Ministério Público da União (MPU), Conselho do MPU, Defensoria Pública, Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Conselho Nacional de Justiça e justiças do Trabalho, Federal, Militar, Eleitoral e do Distrito Federal e Territórios.
Como é calculado esse limite de gastos?
Segundo a medida, o governo, assim como as outras esferas, poderão gastar o mesmo valor que foi gasto no ano anterior, corrigido pela inflação.
Ou seja, tirando a inflação, o limite será o mesmo valor do ano que passou. A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é a desvalorização do dinheiro, quanto ele perde de poder de compra num determinado período.
Apenas para 2017 o limite orçamentário das despesas primárias – aquelas que excluem o pagamento de juros da dívida – será o total gasto em 2016 corrigido por 7,2%.
De 2018 em diante, o limite será o do ano anterior corrigido pela variação do IPCA de 12 meses do período encerrado em junho do ano anterior. No caso de 2018, por exemplo, a inflação usada será a colhida entre julho de 2016 e junho de 2017.
Qual será a duração da medida?
O texto limita por 20 anos os gastos federais ao orçamento do ano anterior corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Ela poderá sofrer alterações?
A partir do décimo ano de vigência do novo regime fiscal, o presidente da República pode propor um projeto de lei complementar para alterar o método de correção dos limites de cada grupo de órgão ou poder.
O texto permite apenas uma alteração do método de correção por mandato presidencial.
Quais serão as consequências caso o limite não seja cumprido?
Caso o limite de crescimento de gastos seja descumprido, Poderes ou órgãos a eles vinculados ficarão impedidos no exercício seguinte de: reajustar salários, contratar pessoal, fazer concursos públicos (exceto para reposição de vacância) e criar novas despesas até que os gastos retornem ao limite previsto pela PEC.
No caso do Poder Executivo, a extrapolação de seu limite global provocará a proibição adicional de criar ou expandir programas e linhas de financiamento ou o perdão, renegociação ou refinanciamento de dívidas que causem ampliação de despesas com subsídios e subvenções.
Além disso, o governo também não poderá conceder ou ampliar incentivo ou benefício de natureza tributária.
A medida se aplica para todos os tipos de gastos do governo? O que fica de fora?
Ficarão fora dos limites, entre outros casos, as transferências constitucionais a estados e municípios, os créditos extraordinários para calamidade pública, as despesas para realização de eleições e os gastos com aumento de capital das chamadas empresas estatais não dependentes.
Outra possibilidade de exclusão do teto é o uso de recursos excedentes ao resultado primário de cada ano no pagamento de restos a pagar registrados até 31 de dezembro de 2015.
Assim, mesmo com a previsão de um deficit, como o projetado para 2017, de cerca de R$ 139 bilhões, se ele for menor, a diferença poderá ser usada para quitar esses restos a pagar sem entrar no limite do regime fiscal.
Como ficam os gastos com saúde e educação?
Diferentemente de outras áreas, saúde e educação tiveram o limite traçado pelo mínimo a ser gasto e não o máximo das despesas. Em 2017, haverá exceção para as áreas de saúde e educação, que somente passarão a obedecer ao limite a partir de 2018, segundo o governo.
Pelo texto, o piso para os dois setores passa a obedecer ao limite de despesas ligado à inflação a partir de 2018. Atualmente, a Constituição especifica um percentual mínimo da arrecadação da União que deve ser destinado para esses setores.
Em 2017, o parecer prevê, no caso da saúde, percentual de 15% da receita líquida, que, segundo a Emenda Constitucional 86, só valeria em 2020.
No caso da educação, o piso constitucional foi mantido em 18% da arrecadação de impostos. De 2018 em diante, o valor executado no ano anterior será corrigido pelo IPCA até 2036.
Qual o impacto da medida sobre o salário-mínimo?
No relatório apresentado à comissão especial que analisou a PEC na Câmara, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirmou em seu parecer que a proposta prevê que o salário-mínimo, referência para mais de 48 milhões de pessoas, deixará de ter aumento real, aquele acima da inflação se o governo ultrapassar o limite de despesas, ou seja, gastar mais do que o fixado na lei.
Como ficam os concursos públicos?
Ricardo Volpe disse que, pela PEC, Judiciário e Legislativo têm “gordura para queimar” e estão em situação confortável, inclusive para promoverem novas contratações por concurso público.
A exceção seriam os “mais gastadores”, como a Justiça do Trabalho. Já o Executivo ficaria dependendo de outras medidas de ajuste fiscal para se manter com a atual estrutura.
O que diz quem apoia o projeto?
Diretor da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara, Ricardo Volpe diz que o único ponto em que todo o impasse é sobre a visão do papel do Estado.
“Hoje estamos com o maior histórico de despesa publica, com 20% do PIB. A gente quer que continue crescendo ou quer que diminua ou estabilize?”, questionou.
Ricardo Volpe, que ajudou a elaborar a proposta, assegura que o ajuste fiscal é inevitável, mas é uma escolha da sociedade.
Deputados da base aliada saíram em defesa da proposta do Planalto, no dia da votação, argumentando que a medida é parte da solução para resolver a crise fiscal deixada pelos governos petistas. “Esta PEC é apenas o começo das reformas”, discursou Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).
O líder do PMDB, deputado Baleia Rossi (SP), argumentou que a aprovação da PEC é necessária para a reação da economia. “Esse novo regime fiscal vai devolver credibilidade ao país, o que será muito importante para os próximos desafios, para a geração de novos empregos, para garantir trabalho e renda para a população”, disse.
O que diz quem é contra o projeto?
Contrários à PEC, deputados de partidos de oposição, como PT, PSOL, Rede, PCdoB e PDT, afirmaram que a medida congelará os investimentos sociais em áreas como saúde e educação.
Líder da Rede na Câmara, o deputado Alessandro Molon (RJ) classificou a PEC de injusta com o país. Os protestos contra a PEC 241 não vieram apenas da oposição.
Integrante do PTB – partido da base aliada de Temer –, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) subiu à tribuna para criticar duramente a proposta do governo federal.
A líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que esse é o segundo momento mais grave da democracia brasileira, depois do impeachment.
“É o desmonte do Estado e do sistema de proteção social do brasileiro. Teremos mais contração, mais recessão e mais desemprego”, disse.
Fonte: Exame.com


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